sábado, 3 de novembro de 2012

AH! ESSES POETAS


AH! ESSES POETAS

 

 

Ah! Esses Poetas...

 

Que falam de amor de dor

com a mesma intensidade.

 

Exponenciam amadas.

Amigos dos anjos, das flores.

De deuses, de amores.

Aconchegam saudades.

Tamborilam sambas.

Chasqueam vaidades.

 

Quando a morte vem,

a alma do poeta se desvanece.

E seus delírios vira fluído

que abastece corações.

Líquido pra lavar a alma.

Pra quarar o espírito.

 

É preciso discernimento para se entender

a onda que o poeta irradia.

Por não ser entendido,

põe-se a escrever poesias.

E divaga enternecido.

Certo que é de todas.

 

Séculos seriam necessários

para entender um poeta

e seus devaneios.

 

QUANDO ACORDEI...


QUANDO ACORDEI...

 

Quando acordei...

Senti uma vontade enorme de sair dos trilhos

De diferenciar ator principal de coadjuvante

Tristeza e alegria, um sorriso e choradeira

O que é degradável e o que é degradante.

 

Quando acordei...

Percebi que  meu céu estava escuro demais

Que o que não me foi ensinado não é pecado

Que minhas decisões ocasionam ocasiões

Que tinha que reaver o que me fora negado

 

Quando acordei...

Notei que minhas palavras foram distorcidas

Que o meu espetáculo ainda não tinha começado.

Que ninguém pode me dar o que me pertence

E que o tempo todo eu vivi contrariado.

 

Quando acordei...

Ajoelhei diante de mim e quis saber porquê

E sabiamente, Êle me pôs a dormir de novo.

E em sonho passou a me explicar mansamente

Como é o processo de um pinto a sair do ovo.